Walking Free Tour em Porto, Portugal

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Continuando os post sobre a viagem por Portugal no verão.

Na minha última viagem pelo continente Europeu, resolvi explorar apenas Portugal e conhecer melhor o país e suas singularidades. Tracei um roteiro com cidades incomuns e belas e fiz uma viagem de carro pelo país. Confira aqui o roteiro completo por Portugal.


Porto, Portugal

Pesquisando sobre Porto encontrei o Walking Free Tour que sempre gosto de fazer nas cidades que conheço. Acho uma forma diferente e instrutiva de conhecer a cidade e suas peculiaridades. A primeira vez que fiz esse tipo de tour foi em Moscou e amei a experiência. Então sempre procuro esse tipo de passeio nos lugares que visito.


Fiz a reserva do tour na internet pela Pancho Tours que tem uma parceria com a City Lovers que realiza o passeio pela cidade e mostra essa experiência incrível.

No sexto dia de viagem, após descansarmos das visitas a cidades de Peniche, Óbidos, Nazaré e Berlengas, marcamos o tour pela cidade do Porto. E nada mais apropriado e cômodo do que o tour começar na frente do nosso hotel. Estávamos hospedados no InterContinental Palacio das Cardosas e o meet point é exatamente em frente ao hotel.

Contei tudo sobre nossa hospedagem em Porto neste post.

E para nos ajudar, o Bruno guia da City Lovers preparou um mega resumo detalhado do Tour que é uma verdadeira aula de História que o fará viajar pela ruas de dessa cidade linda.

Então viaje nessa história para ficar com gostinho de "Quero Fazer" e marcar sua viagem para Porto. Será uma experiência incrível. Não se esqueça que temos parceria com a Agência de Viagens Previllege, que poderá ajudar na sua viagem à Portugal.



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Walking Tour por Bruno da City Lovers

O Tour começa na Avenida dos Aliados que é o coração da cidade do Porto. É o local onde os Portuenses se reúnem nas festividades, nas manifestações, e em quase todas as grandes celebrações da cidade. O aspeto atual da Praça da República, o centro dos Aliados, remonta a 2006 e é da autoria de dois dos arquitetos portugueses mais conhecidos mundialmente, Siza Vieira e Eduardo Souto Moura. Esta dupla de arquitetos optou por converter a praça num espaço mais versátil devido às atividades que aí têm tradicionalmente lugar. 


Porto, Portugal aliados

porto portugal

Sendo o centro da vida da cidade, por aí passam os autocarros (ônibus) para os destinos principais da cidade, subúrbios e outros destinos próximos. Ao centro da Avenida, existe ainda uma paragem de metro, “Aliados”, a partir da qual é possível conectar-se a toda a rede de metro da cidade do Porto.

Palácio das Cardosas 

Ao sul da Praça, encontra-se o Palácio das Cardosas, onde se situava a muralha da cidade do Porto destruída no séc. XVIII. No local, existiu inicialmente um convento, posteriormente um palácio onde se instalou a Câmara do Porto (Prefeitura) e atualmente é o Hotel InterContinental, uma das unidades hoteleiras mais seletas da cidade.

Porto, Portugal Intercontinental

Porto, Portugal intercontinental Palacio das Cardosas

Porto, Portugal Intercontinental

Câmara do Porto (Prefeitura) 

Ao norte da Praça, temos a Câmara Municipal atual (Prefeitura). Aí se encontram todos os departamentos que gerem e tutelam a cidade, e seus serviços.

Estátua de D. Pedro IV de Portugal e um pouco de história

O ponto de destaque na Praça, é a estátua de D. Pedro IV de Portugal, também conhecido como D. Pedro I, do Brasil. D. Pedro nasceu em Portugal mas com apenas 10 anos, juntamente com seu pai D. João VI Rei de Portugal, e a restante família real, são obrigados a fugir para o Brasil devido à ofensiva francesa que tenta conquistar o Reino de Portugal. O exército Português recebe instruções para receber os franceses, alimentá-los, vesti-los e cuidar dos seus doentes, isto numa estratégia para ganhar tempo, manobra essa que virá a revelar-se um sucesso: os franceses chegam a Lisboa a 29 de Novembro de 1808, tendo já a família real partido há dois dias. 

Segundo os relatos, os franceses ainda conseguiram avistar no mar, no horizonte, a armada régia, e por esse motivo a cultura portuguesa adotou a expressão “ficar a ver navios” (como os franceses) que ainda hoje utilizamos quando, por exemplo, perdemos algo como um autocarro, o metro ou mesmo uma boa oportunidade.

Porto, Portugal praça aliados

Pedro cresceu no Brasil, sendo que o seu pai regressou em 1819 para governar Portugal, uma vez que existia novamente um clima de relativa paz na Europa. Pedro aproveitou-se da distancia que o separa do seu pai e em 1822 fez-se coroar como o primeiro Imperador do Brasil, dando a independência ao país. D. João VI, seu pai, morreu em 1826 e Pedro, chamado a regressar a Portugal, abdica da Coroa Portuguesa para a sua filha Maria, à época com apenas 4 anos, enviando-a para Portugal acompanhada pelo seu tio Miguel (irmão de Pedro), para governar em seu nome até à maioridade de Maria. Miguel, ao chegar a Portugal, casa-se com a sua sobrinha Maria e proclama-se rei de Portugal, o que dará início a uma guerra civil, já que uma grande parte da população não reconhece Miguel como Rei. 

Em 1831, a pressão politica e social sobre Pedro é tanta, que ele se vê obrigado a regressar a Portugal e defender o Reino e a coroa que é sua por direito. Chega primeiramente aos Açores, onde organiza as suas forças militares, e daí segue para o continente, desembarcando numa praia a norte da cidade do Porto (praia de Mindelo). Daí segue para a cidade do Porto, que se encontra cercada pelo exército de Miguel; Pedro consegue romper o cerco, mas teve que manter-se a defender a cidade por mais de um ano, devido à reorganização das forças leais a Miguel num cerco que ficou conhecido como o mais duradouro da História Portuguesa mais recente.

Pedro acabou por ganhar a guerra civil e antes de sair da cidade, diz a lenda, disse: “O meu coração ficará para todo o sempre com a gentes e a cidade do Porto”. Seguiu para Lisboa e menos de um ano faleceu de tuberculose. Uma comitiva do Porto dirigiu- se á capital, e voltou com o coração do falecido Pedro que ainda hoje se encontra na cidade. 

É o coração de Pedro, o simbolo da cidade do Porto; muitas instituições, bares, restaurantes, edifícios, têm como símbolo este mesmo coração; mesmo os artistas de grafiti, pintam recorrentemente o coração de Pedro nas paredes da cidade. 






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Miradouro da Vitoria

Depois seguimos pelas ruas da cidade até o Miradouro da Vitória que é um bom exemplo da criatividade dos Portuenses para batizar as suas ruas e zonas da cidade. Encontra-se no bairro da Vitória, ao lado da Igreja da Vitória, junto à rua da Bataria da Vitória, e bem perto do Mosteiro de S. Bento... da Vitória.


Porto, Portugal
Caminho até o Miradouro

Porto, Portugal

Porto, Portugal

É um espaço privado, cujos atuais donos permitem que seja visitado por quem o deseje. Esta situação pode mudar num futuro próximo, visto o espaço ter sido vendido há bem pouco tempo, pelo que se espera que neste espaço venha, muito provavelmente, a nascer um qualquer tipo de serviço que explore comercialmente o miradouro, como um restaurante ou mesmo um hotel.

O que se avista do Miradouro 

Do Miradouro são avistáveis alguns marcos importantes da cidade (da direita para a esquerda): a Sé (Catedral) do Porto e o Palácio Episcopal (por onde se passa na segunda metade do tour); junto ao segundo, a Igreja de São Lourenço ou os Grilos (como lhe chamam no Porto, crê-se devido aos hábitos dos monges que aí viviam), onde funcionou o Quartel-General de D. Pedro durante o cerco do Porto; a Ponte Luís I, que muitos atribuem a Gustaff Eiffel, mas que na verdade é da autoria de Teófilo Seyring (um seu antigo aluno e associado).

Seyring competiu com Eiffel para ganhar o projeto de construção desta ponte, suplantando o seu mestre, porque concebeu um projeto com dois níveis (o superior para comboios e pedonal, e o inferior para automóveis e também pedonal), tirando partido dos níveis do rio e da cidade. O projeto de Eiffel saiu derrotado porque apenas previa a construção de um tabuleiro superior, como aliás executou numa outra ponte na cidade, a Ponte Maria Pia, uma ponte ferroviária (essa sim, de sua autoria). Do outro lado do rio, temos outra cidade: Vila Nova de Gaia, ou conhecida apenas por Gaia.

Porto, Portugal miradouro da vitoria

Cruzando a ponte temos, no topo, o Mosteiro da Serra do Pilar, onde se encontra um miradouro de onde se pode desfrutar de uma vista sem igual, sobre a cidade do Porto.

Existem aliás três aspectos que, segundo os naturais do Porto, se devem desfrutar numa eventual visita a Gaia: primeiro, a vista que daí se tem sobre a cidade do Porto; as Caves de vinho do Porto, que apesar de ser conhecido como do “Porto”, nenhuma das caves se encontra efetivamente no Porto, mas sim em Gaia; e por fim, desfrutar das pontes entre o rio, para regressar (sempre) à cidade do Porto.

Também do miradouro se avistam algumas das caves pertencentes às dezenas de marcas diferentes de vinho do Porto.




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O vinho do Porto

As caves de vinho do Porto encontram-se, na verdade, todas na cidade Gaia. As razões para este facto são várias, sendo as principais o clima – uma vez que pela localização no hemisfério norte a exposição solar é sempre a sul, e encontrando-se Gaia a Sul do Porto, esta passa grande parte do dia na sombra. Este aspecto, adicionado à umidade natural provocada pelo rio e pela proximidade do mar, confere características únicas e excepcionais para o envelhecimento necessário do vinho do Porto. Também os impostos são um dos motivos para este posicionamento, posto que, situando-se fora da cidade do Porto, as caves e o comércio do vinho do Porto estariam isentos do pagamento de alguns impostos, nomeadamente ao Bispo da cidade do Porto, cuja autoridade não se estendia à cidade de Gaia.


porto portugal


Sobre o Vinho do Porto, há que mencionar duas características particulares: o sabor doce e o teor alcoólico. Segundo se crê, à medida que se desenvolveu o comércio com o norte da Europa, e no sentido de evitar que o vinho do Porto se estragasse na viagem atribulada até ao seu destino, os produtores de vinho do porto começaram a adicionar brandy ao vinho para que este se conservasse. Algures neste processo, num ano em particular, o vinho, mesmo depois de toda a viagem, mesmo depois da adição do brandy, ainda chegou ao norte bastante doce, das uvas de que foi feito e particularmente forte pelo brandy adicionado. 

Aí, segundo consta, começou a desenvolver-se um particular gosto pelos vinhos doces e fortes por parte dos compradores do norte da Europa, em particular de Inglaterra. Posto que seria impossivel repetir as mesmas condições climatéricas que resultaram num vinho tão adocicado, decidiram os produtores alterar o processo de produção do vinho, para chegar a resultados semelhantes. Hoje, variando pouco de Cave para Cave, no primeiro periodo de fermentação do vinho, a mesma é cortada com uma aguardente com mais de 70 graus de alcool, parando a fermentação dos açucares naturais da uva, e resultando assim num vinho doce e forte, como o conhecemos.

A terceira parada da caminhada pelas ruas é a Torre dos Clérigos.

Ao redor dos Clérigos


Porto Portugal

Chegando aos Clérigos há também que olhar ao redor, para os restantes pontos de interesse nas imediações. Primeiramente, destaca-se o Centro Português de Fotografia, que merece uma visita nem que seja somente para conhecer o edifício em si e os espaços interiores, posto que aí funcionou no passado o Tribunal e a Cadeia do Porto, mantendo ainda parte dos espaços desse período. Diante deste, a Cordoaria, assim conhecida devido ao fato de nesse espaço terem exercido durante 200 anos a sua atividade artesãos de cordas, nomeadamente, cordas para os barcos. 

Lado a lado com os Clérigos, encontramos ainda um jardim, sob o qual se encontra um centro comercial (semelhante a muitos outros um pouco por todo o mundo). O detalhe curioso no dito jardim, são as oliveiras aí presentes: nesse mesmo espaço, esteve outrora o olival do Bispo do Porto, assim se conhecendo este local como “Campo do Olival” na toponímia portuense. Quando da construção do espaço comercial e do jardim sobre o mesmo, o arquiteto responsável teve a preocupação de adicionar a este projeto contemporâneo algo que o conectasse à história da sua localização, optando assim pela implementação de oliveiras no jardim em tributo ao olival que outrora aí existiu.


Porto Portugal



A torre dos Clérigos

A Torre dos Clérigos é uma obra da autoria de Nicolau Nasoni, conceituado arquiteto do Barroco Português, terminada 1763. Quanto à Torre, é visitável pelo custo de 3 euros, e com esse valor se ganha a oportunidade de subir mais de 240 degraus, de ficar a mais de 75 metros de altura e ainda, num dia de céu limpo, uma vista de mais de um quilometro ao redor da cidade do Porto. 


Porto Portugal

Quando da sua construção, era o edifício mais alto de Portugal, e influenciou de tal forma a traça urbana da cidade, que funcionou por séculos como uma referencia para os barcos que chegavam ao Porto, que se aproximavam da cidade. Diante da Torre encontra-se a Igreja dos Clérigos cuja entrada é gratuita como em muitas outras igrejas da cidade.


A Livraria Lello

É uma livraria do séc. XIX, de estilo Neogótico, ainda que contenha detalhes de estilo Art Nouveau. Na fachada, encontramos provas disso mesmo nos detalhes florais, nas linhas fluídas das representações e nos elementos vegetalistas, bem como nas duas figuras femininas aí presentes, representando a Arte e a Ciência. No interior encontra-se a continuidade desta mesma estética, mas desta feita nos trabalhos de madeira, no mobiliário, nos candelabros e peças de iluminaria, e mais que isto, na escadaria central, que se tornou por muitos anos a grande imagem de marca da livraria. 

Este estabelecimento portuense tornou-se conhecido mundialmente devido, maioritariamente, a dois fenômenos contemporâneos: inicialmente, os media e as redes sociais, e seguidamente a saga Harry Potter. Quanto ao primeiro, a exposição surgiu com as já tradicionais listas que se encontram um pouco por todo o lado, em que se fazem comparações, seja de espaços urbanos ou naturais um pouco por todo o mundo, de acordo com o seu grau de beleza ou espetacularidade; jornais como o "The Guardian" ou o "El País", procuraram no passado listar as livrarias mais belas do mundo, ocupando a Lello, posições cimeiras em qualquer uma das situações. Também nas redes sociais se tornaram virais listas deste gênero, com semelhantes resultados para a mais bela livraria Portuense.

Nos anos mais recentes, a fama da Livraria Lello advém igualmente da mundialmente conhecida saga Harry Potter. A ligação do espaço e da cidade a este personagem de ficção é indireta, e advém do facto da escritora desta série de livros e filmes, ter vivido na cidade do Porto durante um período da sua vida, e tendo sido já confirmado pela mesma que alguns espaços e tradições da cidade a influenciaram ou inspiraram em determinados elementos da obra que viria a redigir. Contudo, nunca foi filmado nenhuma cena dos filmes em Portugal, nem existe prova de que J. K. Rowling, a escritora, tenha escrito qualquer capitulo da obra no seu tempo de permanência na cidade.


Galeria de Paris

Após apenas passar pela frente da Livraria, que infelizmente estava em reforma e observamos uma fila gigante para a entrada que hoje em dia é cobrada (3 euros), chegamos na Galeria de Paris.


Porto Portugal galeria de paris

O nome propriamente já diz de onde veio a inspiração, das Galerias da cidade de Paris. Este quarteirão da cidade do Porto remonta ao séc. XIX. A arquitetura é predominantemente em estilo Art Nouveau, e essa influência pode ser admirada nos edifícios aí presentes, nas linhas fluídas e no carácter bucólico das suas fachadas; há provas disso admirando os trabalhos de ferro das portas, janelas e varandas, nos elementos vegetalistas de escultura e azulejaria. O projeto original previa ainda a construção de um teto de vidro, como acontece nas galerias que serviram de inspiração a estas, mas que nunca foi concluído.


Porto Portugal galeria de paris

No final da segunda metade do século XX e inicio do século XXI, os espaços outrora ocupados por comercio e industria, alguns dos quais então ao abandono, foram sendo substituídos por bares, restaurantes e pubs. Hoje é aqui que encontramos o centro da noite Portuense, ocupando grande parte das quatro ruas paralelas que compõem o quarteirão, e aí se encontra uma diversidade imensa de espaços de diversão que vão desde os bares tradicionais, aos bares de vinhos ou tapas, espaços vintage ou de inspiração internacional, alguns com música ao vivo ou música eletrónica, de tal modo que qualquer um encontrará aqui pelo menos um espaço que seja do seu agrado.

Para os mais gulosos, na rua do topo deste espaço urbano, mais concretamente na praça que aí se encontra (Praça Gen. Guilherme G. Fernandes), encontram-se ainda algumas das mais reputadas e conceituas Pastelarias da cidade, como a Ribeiro ou Leitaria da Quinta do Paço, onde poderão ser saboreados alguns dos melhores doces e pastéis da doçaria portuguesa, como os pastéis de nata ou os éclairs, entre muitos outros.
  
Picaria

Mais adiante encontramos a Rua da Picaria e, como o nome sugere, em forma de brincadeira, é um sitio para “picar”. Na Picaria encontramos mais de uma mão cheia de restaurantes e bares conhecidos na cidade pela sua variedade de tapas ou, como diríamos em português, petiscos. É assim um nome a fixar por todos aqueles que desejem provar alguns dos pratos típicos ou petiscos portuenses, e uma boa alternativa para os amantes de gastronomia que, desta forma, ao invés de comerem apenas um prato, poderão desfrutar ou partilhar pequenos pratos ou snacks tradicionais.





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Intervalo
Nesse momento tivemos uma pauso para um intervalo e para tomar uma café, saborear um lanche, tomar uma água e descansar um pouco para a segunda etapa do percurso.


Porto Portugal city lovers
Pausa para o Descanso, Bruno, Eu e o pessoal da City Lovers
Continuamos pela Rua das Flores, criada no principio do séc. XVI, rapidamente se tornou numa das forças motrizes de desenvolvimento da cidade. Conectando uma das entradas da cidade a uma das pontas (onde hoje se encontra a estação de S. Bento) e na outra a marginal da cidade, foi desde então uma importante via para o comércio do Porto, permitindo o cruzamento dos produtos que chegavam por via terrestre de fora da cidade, e os que chegavam por via marítima, fosse de fora do país pelo mar, ou do interior, pelo rio. 

Foi batizada originalmente como R. De Santa Catarina das Flores devido à devoção do bispo de então por Santa Catarina, e "das Flores" porque aí se situariam anteriormente as hortas do Bispo do Porto. É hoje uma das três principais ruas pedonais da cidade, sendo a mais turística das três pelas suas esplanadas e artistas de rua, a que se juntam a Rua de Santa Catarina, mais comercial, e a de Cedofeita, a mais alternativa de entre elas.


Estação de São Bento 


Porto Portugal estação são bento

Inaugurada a 5 de Outubro de 1916 recebe o seu nome devido à existência de um Mosteiro dedicado ao santo no local onde esta foi edificada. No salão principal, encontramos as paredes revestidas de azulejos da autoria de Marques da Silva, sendo esta uma técnica decorativa que permaneceu no nosso país devido à presença moura em séculos passados.


Porto Portugal estação são bento

porto portugal estaçao são bento

Ainda que essa influência se note mais no sul de Portugal, e que originalmente estas peças cerâmicas tivessem por função proteger termicamente o edifício, nos séculos mais recentes converteu-se num estilo decorativo por si mesmo, decorando tanto o interior como o exterior dos edifícios. A partir dos séc. XVI e XVII, tornou-se uma técnica decorativa predominante, com afirmação primordial no séc. XVIII, com a chegada do Barroco. O cromatismo Azul e Branco, por vezes com detalhes em tom Amarelo, ficou conhecido um pouco por todo o mundo como “Azulejo Português”. 


Porto Portugal
Até na rua tem decoração com os famosos azulejos 

Observemos as cenas principais do salão: Outra aula de História.

Começando pelo topo, ao redor da sala, existe uma banda representativa da evolução dos povos e dos transportes em Portugal: primeiro os gregos, depois os romanos, as invasões bárbaras, todos os séculos enquanto reino, até chegar ao principio séc. XX e a chegada do comboio, precisamente quando se construiu a estação. Na parede da entrada, ao centro, encontramos representações das estações do ano (Primavera, Verão, Outono e Inverno) e, na mesma parede, a cada um dos lados, encontramos três representações femininas (seis no total) simbolizando divindades da antiguidade clássica. Diante destas, da esquerda para a direita, quatro cenas principais: a procissão de Nossa Senhora dos Remédios, que ainda hoje decorre em Lamego; duas cenas rurais, representando as atividades agrícolas do vinho, azeite e os cereais; e por último, um mercado típico do séc. XIX e princípio do séc. XX.


Porto Portugal estação são bento

Nos topos do salão, encontramos as quatro imagens principais deste espaço à esquerda de quem entra, em cima, temos uma representação do Torneio ou Recontro de Valdevez, um confronto que teve lugar em 1140, em que se opuseram D. Afonso Henriques e D. Afonso VII, Rei de Castela e Leão. D. Afonso Henriques sagrar-se-á vencedor e será a partir de então aclamado Rei de Portugal, constituindo assim este evento como o marco decisivo na independência de Portugal e da sua afirmação enquanto nação independente.

Logo abaixo desta imagem, temos uma segunda, em que se destaca Egas Moniz (tutor de D. Afonso Henriques) com sua família, diante de D. Afonso VII de Leão, sentado em seu trono. Egas Moniz, apresentou-se perante o soberano de Leão, oferecendo-lhe a sua vida e dos seus, em sinal de boa fé e em nome do seu Rei D. Afonso Henriques, a quem D. Afonso VII exigia vassalagem. Acabará por regressar ao reino de Portugal sem que nada de mal lhe acontecera, nem a ele nem à sua família, por haver o rei de Leão compreendido as suas boas intenções e reconhecido ser homem de honra.


porto portugal estação são bento

Na parede oposta, encontramos duas outras imagens de momentos importantes da história portuguesa: em cima, temos a entrada triunfal na cidade do Porto, do Rei D. João I de Portugal e sua futura mulher, D. Filipa de Lancaster, que virão a casar nesta mesma cidade. D. João, coroado rei apesar de ser um bastardo, ascendeu à posição de soberano devido ao facto de o seu antecessor, D. Fernando I, ter realizado um tratado prometendo a mão da infanta D. Beatriz de Portugal ao filho do Rei D. João I de Castela e Leão.

Acontecerá que D. Fernando virá a falecer antes da maioridade de Beatriz, facto aproveitado pelo rei do país vizinho, que no sentido de tomar para si a coroa portuguesa, se casa ele mesmo com a infanta de Portugal. Contrariando as suas intenções, os portugueses saem a defender a sua independência dando inicio a uma guerra civil que haverá de durar mais de dois anos (entre 1383 e 1385), período durante o qual foi procurado um sucessor digno para o trono de Portugal. D. João haverá de ser o candidato que reúne o consenso das opiniões dos diferentes estratos da sociedade de então, e já aclamado Rei, virá a sagrar-se vencedor desta guerra, em 1385, na Batalha de Aljubarrota. 

A vitória foi conseguida, em parte, graças ao apoio do reino de Inglaterra, cujos soldados combateram na dita batalha ao lado dos portugueses, e este apoio virá a ser confirmado e reforçado com a assinatura de um tratado, em 1386, o tratado de Windsor. Este tratado é ainda hoje a aliança mais antiga entre dois países em todo o mundo, neste caso, Portugal e Inglaterra. Dando ainda mais força ao mesmo, D. João casa-se com uma nobre inglesa de alta condição, Filipa de Lancaster, filha do Duque de Lancaster, John of Gaunt.

Logo abaixo, surge uma última imagem, em que aparece representado um dos mais ilustres dos filhos deste casal: D. Henrique, o Navegador - Henrique encontra-se representado na conquista de Ceuta erguendo o estandarte do Reino. Segundo a lenda, no cerco que aí teve lugar, D. Henrique ficando sem mantimentos, pediu ao reino que lhe fosse enviada comida e que, segundo a dita lenda, a cidade do porto respondendo ao pedido, lhe enviou toda a carne que havia na cidade, ficando apenas com as tripas dos animais como sustento. Ainda que seja uma lenda, a verdade é que aqueles que são naturais do Porto ainda são conhecidos como "tripeiros" e que, ainda hoje, um dos pratos mais típicos da cidade, são as “tripas à moda do Porto”.


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Continuando nossa caminhada, seguimos em direção a Sé do Porto.

Do Miradouro ao Largo da Sé

Porto Portugal

No centro histórico da cidade do Porto existem 36 Igrejas e capelas; do miradouro diante da catedral é possível avistar 9 destas. Daí se avistam também pontos importantes da cidade como a Estação de São Bento, a torre da Câmara Municipal, a torre dos Clérigos ou a fachada principal daquele que é hoje o Centro Português de Fotografia.


Porto Portugal

A um dos lados do miradouro encontramos uma estátua de um cavaleiro, Vimara Peres, nobre de especial importância na reconquista cristã, no território que é hoje Portugal. Graças a ele, se recuperaram cidades como Guimarães e a cidade do Porto, e por isso a sua estátua aí presente. 


Porto Portugal

Bem perto, uma torre contemporânea simbolizando uma que a antecedeu, conhecida como a torre dos 24, porque aí, segundo consta, se reuniu outrora um conselho de 24 homens da cidade (carpinteiros, ferreiros, artesãos, etc.) que decidia sobre as regras da vida quotidiana do Porto como o pagamento de impostos ou rendas. A torre que existe hoje no seu lugar, bem mais recente, albergou um posto de turismo do Município do Porto mantendo dessa presença ainda o lema da cidade gravado à entrada “Antiga, muy nobre e sempre leal, invicta cidade do Porto”.

No que toca à catedral, situada na parte mais antiga da cidade, a sua construção remonta ao século XII sendo a sua arquitetura maioritariamente de estilo Românico e Gótico. Várias foram as modificações ao longo dos séculos, sendo as mais vincadas no período barroco, destacando-se a arcada no lateral exterior da autoria de Nicolau Nasoni. Ainda da autoria deste artista, é também o palácio episcopal, justamente em estilo barroco, tanto interior como exteriormente.


Porto Portugal

Frente ao palácio encontramos o Pelourinho da cidade do Porto, aparentemente de estilo Barroco, construído, porém em 1945. Esta foi apenas uma das muitas modificações estruturais efetuadas durante o período de ditadura em Portugal, que em muito alterou a fisionomia de muitos monumentos no país. Neste caso em concreto, a opção pela estética barroca deve-se uma clara tentativa de enquadramento estético com os restantes monumentos nas imediações.


Porto Portugal


Barredo

1. Escadas
Descemos então pelas hoje chamadas Escadas das Verdades. Como consta numa placa evocativa, outrora conhecidas como Escadas das Mentiras, pois segundo os populares aí se sentavam os habitantes das casas aí existentes alcovitando sobre os que passavam. Por aí se chega a outras escadas, as Escadas do Barredo que, segundo se diz, foram mandadas construir de forma íngreme e sinuosa pelo Bispo de então, nos tempos em que a cidade era somente os bairros intra-muralhas, para que todos que se dirigissem à catedral tivessem de se vergar à presença deste.


Porto Portugal

2. Miradouro
Já entrando no Bairro do Barredo encontramos um pequeno largo de onde se avista uma das mais antigas edificações da cidade, cuja construção remonta ao século XIII. O edifício, em pedra, contrasta com o casario caiado de cores garridas dos restantes edifícios do Bairro do Barredo no qual está inserido. Observando ainda mais além dos telhados do bairro, é possível avistar a cidade de Gaia na margem oposta do rio e comparar o antigo e o novo, e o desenvolvimento distinto das duas cidades.


Porto Portugal
Algumas casas pelo caminho

Porto Portugal

3. Largo
Já a chegar ao rio, há ainda tempo para uma última paragem na Travessa dos Canastreiros. Aí, o ponto a ter em atenção é uma singela parede entre duas portas onde se encontram gravadas algumas das Cheias mais graves sofridas na zona ribeirinha do Porto, a mais antiga das que estão aí marcadas de 1962, e a mais recente de 1996. As Cheias do Rio Douro são um flagelo que desde há gerações está presente na vida das gentes da Ribeira e, apesar de todos os esforços e progressos feitos, ainda hoje é motivo de preocupação destas populações.


Porto Portugal
Descendo par a Ribeira conversando com Bruno

Ribeira do Porto

Frente ao Rio, tem lugar a última paragem do tour a Ribeira do Porto.
Na margem oposta, vislumbram-se com mais nitidez algumas das Caves de vinho do Porto; bem perto também, estão as escadas de acesso ao tabuleiro inferior da ponte Luiz I. 


Porto Portugal ribeira

Porto Portugal ribeira

Voltando as costas ao rio são visíveis as típicas fachadas da Ribeira do Porto, cartão de visita em inúmeros postais e páginas web, com as suas cores garridas e os seus azulejos pintados.


Porto Portugal ribeira

Porto Portugal ribeira
Vista de Porto a partir de Gaia
Como ponto final, nunca é demais recomendar a gastronomia portuense, destacando as Francesinhas, as Bifanas à moda do Porto e as Tripas à moda do Porto


Porto Portugal

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O Tour acontece diariamente as 10h e as 11h30min da manhã, é gratuito (o viajante deixa uma gorjeta ao final do tour) e pode ser reservado pelo site: click aqui

Gostaria de agradecer ao Bruno pelo envio das informações, pois sem sua ajuda minha memória não conseguiria guardar tudo, e pelo passeio que nos proporcionou conhecer a cidade de uma maneira diferente, divertida e cultural.

Por mais dias assim!!! Obrigada Bruno (City Lovers).

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Atualmente: Consultora de viagens por profissão, advogada por formação, eterna viajante por vocação. Amante de vinhos, restaurantes e cultura, sem deixar de lado a paixão por moda e design.

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